terça-feira, 2 de agosto de 2011

Aos que crêem: uma pequena reflexão sobre a violência alagoana (Parte I) Por: Edson Bezerra*



Para Rogério Dias, Nonato Lopes e Osvaldo Maciel, companheiros da travessia no barco da esperança.

Realmente sou tentado a pensar, que nós alagoanos, temos cada vez mais a certeza, uma indubitável e cartesiana certeza, de que, diabo nasceu por aqui nas terras das Alagoas.  Na verdade a coisa anda feia: um quase ancião rejeitado esfacela a tijolo o crânio de uma mulher a quem desejava, e, ampliando a cena, também estoura a cabeça da neta da vítima, uma menina de apenas cinco anos e depois, ficando então o endemoniado da cena caracterizado por duplo assassinato, sendo que, o segundo, o estupro de uma criança seguido de morte.  Pouco tempo depois se descobre um parricídio: um pouco antes do carnaval, filho mata o pai e depois enterra em uma placa de cimento no próprio quintal** e agora há bem pouco, uma jovem mãe de com apenas 27 anos, diante de seu marido e filhos, é retirada a força de casa, morta a tiros, cabeça decepada e esquartejada na rua. Na verdade, as cenas são típicas de um filme de terror, mas, não de um filme qualquer, mas, de um filme de estilo trash com seus enredos bizarros e personagens transloucados de violências.

            É este o real em que vivemos. As pessoas andam na rua, como medo de que, por detrás de um poste, vá surgir, ou algum noiado, ou então, sentem (quase) que, na próxima esquina, podem ser a vitima de um assalto. E, é verdade, o terror pânico do especular antecede o ato. E, nada muda, pelo contrário, todos os dias as páginas dos jornais estampam em suas manchetes espetaculares, o estupor das vitimas e seus algozes endemoniados e seus crimes de horror, e, nada muda.  Até parece que a eternidade chegou por aqui em forma de um inferno subliminar, e a nossa subjetividade, feita a partir do que sentimos, rejeitamos e amamos, se vê invadida por sentimentos e temores pânicos diante do encaminhar diário e incontornável das cenas de violência.

            Mas, não é possível que continuemos assim.  Vai ter que existir um Evento que nos retire deste sentimento de uma eternidade maldita. Sim, tem que haver um Evento para que através dele, e por meio do choque, possamos perceber e acordar do real em que vivemos.

            Talvez este Evento venha a ser um crime. Mas, não um crime qualquer, todavia, ao invés do lugar comum da violência que nos assola, um crime porreta, daqueles violentos capaz de fazer as pessoas, diante da pasmaceira do horror, acordarem sentindo um verdadeiro desejo de mudança. Mas, afinal, o que falta acontecer? Quantos jovens e quantas vítimas de estupro, de porrada, de balas e de golpes de faca-peixeira ou até mesmo de facão devem ser  ainda vitimados diante da indiferença geral? Pois, de crime aqui entre a gente, o que só falta mesmo acontecer é o canibalismo. Contextualizando o jargão psicanalítico, podemos dizer que, atualmente, nós alagoanas, todos nós, indistintamente, vivendo sob os terrores e medos pânicos, somos regidos sob os impulsos do que Freud identificou de pulsão de morte, quando na verdade, poderíamos estar situados em meio a pulsões de vida, uma vez que vivemos em meio a um cenário de uma exuberante geografia cultural e, nas possibilidades latentes de uma ambiência multicultural.

            Sim, hão de dizer as autoridades: estamos fazendo a nossa parte, e a bem da verdade, fazem o possível, e os policiais, os filhos da gente comum, têm andado atentos na busca dos meliantes.  Mas, diante do extermínio dos crimes de morte, a conjuntura merece ser passada a limpo. É necessário não deixá-la sumir dos quadros seletivos da memória. Há bem pouco tempo, dizia-se: faltam armas e viaturas. Está tudo sucateado!  Hoje temos até a presença da Força Nacional em visitas cada vez menos esporádicas e mais pontuais, e também temos armas e equipamentos e, sinal dos tempos e dos processos de modernização do aparato repressivo contra os bandidos, hoje temos até arma não-letal, as pistolas teser.  Uma maravilha, coisa do primeiro mundo! (Alguém é contra?) Mas, a arma não-letal é equipamento a ser usado por gente bem treinada e com boas maneiras de abordar o bandido. Redução de danos é o que se diz. Bela expressão, mas, na prática, vale mais o enunciado do que a eficácia do combate. Os crimes estão ai para desmentir e desfazer as ilusões das atuais estratégias que os aparatos da repressão têm articulado na tentativa de reduzir a violência. Na verdade, tenho tido a impressão de ser tudo ornamental. Senão vejamos.

            Vale recordar aqui uma certa anedota a respeito de um louco. Trata-se de uma estória bizarra. Um homem, o tal louco, estava a procurar uma chave que ele havia perdido e ele a estava procurando, pelos arredores de um poste iluminado. Depois de muitas voltas na busca da chave, alguém que estava a vê-lo na incessante e improdutiva procura, se aproximou e sugeriu: não seria melhor você procurar a chave aos arredores, nos lugares escuros? Ao que o outro prontamente respondeu: não, é mais fácil achá-la por aqui por perto do poste iluminado. Então, tem isso: tem se procurado combater a violência aonde ela não existe, invertendo assim, o contrário do dito popular: atirou no que viu e a certou no que não viu. Será? É possível isso?

            Vez ou outra, esporadicamente (uma vez que não existe nenhum planejamento estratégico) – a não ser quando assassinam alguém da alta-sociedade – se faz uma passeata na Ponta Verde, justamente na Ponta Verde, o bairro de menor índice de violência da cidade. Mas por que logo ali e não na Faixa de Gaza situado por entre as veredas escuras por dentre a Vila São Francisco e o Bom-Parto – local aonde, somente eu um dia mataram quatro de uma família. Ou então, no Conjunto Carminha no Benedito Bentes, lugar onde há poucos meses, avô e neta tiveram as cabeças esmagadas a golpes de tijolo? Quanto a isso – a pratica de se fazerem passeatas pacifistas nos espaços centrais - o depoimento de uma militante do nosso pacifismo local foi cirurgicamente esclarecedor: “por que (nos bairros pobres), se fizermos passeatas por lá, nós seremos roubadas!!!!!” Pasmem!  Então a estratégia me parece que não é a de caçar a raposa que devora as galinhas e evitar o extermínio.  O projeto – se é que existe um – é conviver em paz com a raposa e as galinhas. Vê se pode? É possível isso?!!!! Pense você: tratar-se-á de um caso de simples má fé, ou desconhecimento mesmo de que as cenas do ritual pacificador – a passeata pacifista – não deveria estar por ali?

            Não sei. Mas a coisa vai mudar, não a partir de um ponto crítico. Este já chegou, ou será pouco as 190 pessoas (em sua esmagadora maioria, jovens, pobres e todos mestiços e negros) que morrem todos os meses a tiros, facadas, pauladas ou desaparecidos mesmo no lento sumidouro do mundo das drogas?  Na verdade, diante da violência que atualmente assola nos bairros periféricos, tanto as vítimas como seus algozes são os herdeiros das exclusões. Na prática, são eles os elos frágeis e produtos do baixo IDH (índice de Desenvolvimento Humano) que neles e através deles ganham vida e explodem em atos e articulações de morte e os crimes que por dentro de suas vidas se proliferam, são produtos de uma socialibilidade violenta, um produto direto da sub-cidadania. Diante da banalidade do mal que atualmente nos assola, há que se pensar no que a clínica psicanalítica identificou de compulsão à repetição enquanto um movimento, o qual, devido a sua repetição compulsiva em atos de destruição, pode levar o sujeito a morte, só que, na diferença do que aqui se trata, é da morte do social, entropia e distopia em salto mortal no escuro. Na verdade, Alagoas se encontra toda ela movida e sob as sombras da pulsão de morte e nada de bom e saudável se articula por dentre a nossa subjetividade, nem o encantamento das praias e nem o civismo de sermos nativos da Terra dos Marechais, mas apenas o medo e, parafraseando Nelson Rodrígues, quando ele nos diz que o mineiro só é solidário no câncer, podemos dizer: os alagoanos, só são solidários no sangue. Pelo menos, por enquanto!

Todavia, alguma a coisa vai mudar, mas não naturalmente, mas por causa de um Evento. Na verdade, um Grande Evento capaz de acordar os citadinos da sua baixo-estima e da sua pouca ou má-vontade de viver dignamente.
            Eu queria que este Evento fosse uma festa, na possibilidade de articular a existência de outro real. Não precisaria ser uma coisa cara e exposta à exuberância de luxos, mas deveria ser uma Grande Festa. Um carnaval, por exemplo, e que nele pudéssemos brincar e tomar porres imponderáveis sem medo da morte.  É isto: queria um Evento alegre.

            Mas, infelizmente, talvez não seja este o Grande Evento. Talvez o Grande Evento sejam assassinatos ainda mais cruéis e ainda mais inomináveis só que agora, deslocados, a boca do lixo na boca do luxo, e, em vez dos acontecidos dos crimes inomináveis serem nos bairros pobres, o monstro da maldade mostrará a sua horrenda face, lá para a banda dos bairros chiques da cidade, e então quem sabe, pela morte quase sacrificial do filho de um Doutor ou Deputado, a passividade abra caminho para desejos de esperanças e possamos então começar a desconstruir esta cidade das armaduras de suas exclusões, pois está cidade, Maceió, está divida em duas partes que não se tocam e nem se conhecem, e, diante do apartheid que se avoluma, ficamos petrificados e mudos, como se diante dele, ficássemos  diariamente como ficamos em nossos caros paralisados diante do tráfico urbano dos engarrafamentos diários que nos cerca e sufoca em nosso dia a dia.

            Um dia destes, o ex-dono do carro que comprei, ao solicitar a minha presença para irmos juntos no Detran, me perguntou: eu te apanho aonde? “No Vergel, aonde eu trabalho”, respondi eu. E ele: “e o Vergel fica aonde?” O cara não sabia, e ele é tudo, menos culpado por não saber onde ficava e fica o Vergel do Lago. É verdade, o cara não sabia, e, não é somente ele que não sabe onde fica o Vergel. Muitos – uma galera cada vez maior – também não sabe.
            Por outro lado, existem moradores - e não são poucos – do Benedito Bentes e outros bairros das clãs dos excluídos – que também não sabem, nem aonde fica o Teatro Deodoro, ou dentre as igrejas,  também são sabem distinguir qual delas é a Catedral.

            De todo modo, além de todo o antagonismo de classe que os separam, entre os dois – o jovem rico e o pobre - existe uma igualdade: ambos são sujeitos que se apartam, ou, o que dá quase no mesmo, que a cidade os aparta.

            Uma das esperanças do cidadão comum está na eficácia da administração pública e em seus processos empíricos no desenvolvimento de ordenação do real. O nome técnico disso, chama-se racionalidade. Ou seja: o pressuposto é de que é o poder público que deve dar um ordenamento ao caos.  Assim, no melhor dos mundos, a polícia é para manter a ordem, a saúde púbica é para cuidar da saúde, e a justiça é para punir os renitentes que teimam em descumprir os enunciados das normas e as leis dos bons costumes e da boa civilidade.

            Mas, ao contrário dos periféricos – os moradores dos bairros pobres e populosos – os gestores públicos residem todos, quase que sem exceção, nos espaços centrais da cidade. Afinal, como disse Foucault, a geografia é política.  No geral, eles, os gestores – com raras exceções – não sabem que o pobre existe. Minto, sabem sim: através das estatísticas. Assim: no bairro do Vergel, o IDH é X, já no Benedito Bentes, é Y, e por ai vai a conta da matemática.  Mas, planejar tocando e se melando de barro e lama, isso nunca! E assim, aos jovens desamparados, aos negros e mestiços das torcidas organizadas cada vez mais criminalizados, resta o papel da polícia, moradores também eles das periferias, a quem – é o que pensa e sente o senso comum – resta fazer o “serviço sujo da repressão”, e ficamos então aliviados quando morre um bandido, afinal, “bandido bom, é bandido morto” já dizia o ex-coronel Amaral e  sua sanha assassina e  prática fascista de eliminar ao que ele e seus aliados, denominava de escória.

            Mas, o que há de comum entre o noiado que assassina e mata, ou o que é vitimado por uma dívida do craque e um jovem da Ponta Verde cruelmente assassinado durante um assalto?  Nada e tudo ao mesmo tempo. Nada, uma vez que pertencem a classes sociais antagônicas, e, tudo se pensarmos que ambos são frutos de uma cidade que não se conhece e nem se da chance de conhecer a si mesma e que somente se articula através do real da exclusão.

            Tudo bem, crimes de jovens ricos e pobres existem em todo canto e não somente por aqui. Mas, me reapropriando da indignação de meu amigo Lula Brasil, o Lula Castelo Branco: não me venham falar que existem outras cidades piores do que Maceió. Juntamente com ele eu também digo: eu quero pensar aqui, pois aqui é a minha cidade!!

            Todavia, vivemos e estamos situados no presente, o que de imediato nos remete para a questão do tempo, e nele, o nosso tempo presente. Mas, de qual presente se fala?

            Agostinho, o Santo, ao discorrer sobre o presente, vai articular a idéia da existência, não de um, mas, de três tipos de presente. Ela vai nos dizer que, existe o presente das coisas passadas, o presente das coisas presentes, e - lugar de uma possível utopia – o presente das coisas futuras. E eu cá me pergunto: com qual presente nós nos identificamos?

            Se fosse eu a escolher, do presente das coisas passadas, muitas coisas de nossa Alagoas eu as deixaria no digno museu das memórias. Assim, aos Marechais alagoanos, eu os deixaria lá nas estátuas das praças e envoltos em suas lembranças das guerras pacificadoras ao longo da história. Afinal, aqui e hoje, mas do que nunca, é preciso não se identificar com a história do vencedor, pois, a ser verdade o pressuposto benjaminiando de que nunca houve um monumento da cultura que não fosse também um monumento da barbárie, é justamente disto que se trata. Neste movimento, eu também deixaria enjauladas nos cárceres da memória, as intrigas políticas e as lembranças das guerras fratricidas dos grupos políticos, que desde os tempos ancestrais assolam de sangue os movimentos das gentes das alagoas. Do presente das coisas passadas das coisas alagoanas, entre as belezas que entre nós existem em demasia, eu escolheria, por exemplo, a saga de Zumbi e a República solidária de Palmares e seu grito de liberdade, e depois dele, as heranças libertárias dos republicanos e dos abolicionistas e junto aos resíduos da memória, a composição dos imaginários lacustres e marinhos que desde sempre iluminaram as nossas geografias.

            Do presente das coisas presentes, se eu pudesse escolher, eu apagaria muitas, mas, sobretudo, a violência que atualmente nos assola e assusta.

            Mas, seguindo a trajetória do enunciado de que, a boca fala do que o coração está cheio, eu me reporto para o presente das coisas futuras de que nos fala o santo e então, e somente assim, a esperança me vem em demasia, e ao pensar assim, me vem uma esperança de um futuro transfigurado de presenças e repleto de um somatório de utopias na possibilidade de poder sonhar com um futuro transfigurado através das mediações de eventos passados que desde sempre estiveram por aqui, mas que, diante do amontoado das tragédias, somente poucos as viam. Trata-se então, de revisitar o passado com um olhar e o coração aberto às esperanças utópicas. Afinal, como nos coloca Benjamin:

[...] não somos tocados por um sopro do ar que foi respirado antes? Não existem, nas vozes que escutamos, ecos de vozes que emudeceram? Não têm as mulheres que cortejamos irmãs que elas não chegaram a conhecer? Se assim é, existe um encontro secreto, marcado entre as gerações precedentes e a nossa. Alguém na terra está à nossa espera.

            E quem são os herdeiros da esperança senão eles, os pobres e os moradores dos bairros periféricos em suas moradas nos precipícios das encostas e situados a margem dos tráfegos simbólicos? E nós então, os comprometidos com a história diante dos desamparados e desesperançados mergulhados no lado obscuro de nossa modernidade, estamos hoje, aqui e agora, diante das possibilidades de abrirmos ao futuro as portas da esperança, o que somente se torna possível e real, através dos agônicos movimentos da dádiva, do dom de dar na espera de receber de volta, de resto, um movimento natural do contradom enquanto um movimento natural no desenrolar das trocas, enquanto um engendramento saudável do Contrato Social.

            Se pensarmos a partir destes movimentos, trata-se-á da esperança de, no presente, de construirmos uma outra cena, a cena de um Grande Evento a ser composto e articulado a partir dos apelos dos que até então se encontram excluídos de nossa modernidade.  Do que se trata então é de percorrermos os caminhos já desde sempre presentes de um futuro anterior. Neste entendimento, o meu presente das coisas presentes a partir da esperança, se encaminha tanto na purgação dos genocídios das gentes caetés, como também de Palmares no sentido de fazê-los sinais da utopia, e de junto com eles, articular uma agenda de esperança. E eu me penso então a pensar que neste Grande Evento não poderão deixar de estarem juntos, as presenças dos pobres, o trajetória nômade dos meninos e dos moradores de rua e que ele também não pode deixar de se irmanar por dentre a caridade dos espíritas a sanar durante a noite a fome dos sem-teto, e também, de se enredar por dentre o axé das rodas de capoeira, junto a alegria dos bumbas-meu-bois e os batuques dos terreiros das casas de santo e que por dentre eles e no meio deles, também se espalhe o manto sagrado de Nossa Senhora dos Prazeres e a humilde contrição de São Benedito, uma vez que, é de uma esperança irmanada do que se trata na construção de um presente das coisas futuras com um olhar voltado ao passado.
            Tratar-se-á, então, de desentranhar os sinais da esperança e que os mortos enterrerm os seus mortos.

Pois é, eu vivo aqui e aqui permanecerei feito um caranguejo Uça enterrado na lama.  E não arrefecerei um minuto sequer na busca da esperança e que, por detrás, além ou aquém do cínico nillismo que por ora se dilui pela cidade, eu, e não apenas eu, mas muitos, já desde sempre e sempre sonharão com uma cidade transfigurada e alegre.

 Mas então, apesar de que, ou apesar do que, que nos venha o Evento, o Grande Evento, e que ele então rasgue todo o fetiche e toda a mentira que por ora se articula diante da inércia dos que se conformam ou se acomodam diante dos atuais movimentos de mortes que paira sobre a nossa cidade.

Edson José de Gouveia Bezerra é formado em sociologia, mestre em Antropologia Cultural e Doutor em Sociologia. É também, pesquisador, músico, articulador cultural, e é também autor do Manifesto Sururu. Contatos: bezerra57@hotmail.com

** Assassinado por seu próprio filho, José Jackson Gomes da Silva um pouco antes do carnaval, o corpo de Antônio Jorge Gomes da Silva somente seria descoberto no dia 22 de Março enterrado no quintal de sua residência sob uma placa de cimento.
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