sábado, 30 de julho de 2011




Oficina de Maracatu (percussão e dança). Promovida pelo Sesc Alagoas, com o apoio do Coletivo AfroCaeté, a oficina foi voltada para a  terceira idade (melhor idade). As aulas foram ministradas por Sandro Santana (Coletivo AfroCaeté) e Nani Moreno (Afoxé Oju Omin Omorewá), entre os dias 25 e 29 de julho no Sesc Poço (Rua Pedro Paulino, 40, Poço); as inscrições foram  gratuitas.

sábado, 16 de julho de 2011

Oficina de Capoeira Angola



O professor Gilson Vilela, a Cia. Urucungo e o Coletivo AfroCaeté convidam para a oficina de Capoeira Angola que será realizada entre os dias 25 e 28 de julho, das 19 às 21h, no Espaço Coletivo AfroCaeté (Jaraguá). No encerramento da Oficina, dia 28, será exibido o vídeo Mandinga em Manhattan. A atividade faz parte do Projeto Roda de Saberes: descobrindo a Angola em Alagoas. O projeto visa promover oficinas e rodas de discussão que contribuam para a difusão dessa arte criada pelos africanos no Brasil como forma de resistir à opressão.

Gilson Vilela, Conhecido como João na roda de capoeira, vem contribuindo significativamente para o desenvolvimento da Angola em Alagoas. Desde muito cedo militante das causas sociais, o professor Gilson é também interprete de libras e fotógrafo.

Será cobrada taxa de participação de apenas R$ 5,00. Informações podem ser obtidas pelos telefones (82) 8858-6771/ 8845-4068.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Cordelista é homenageado na 9ª Semana Arthur Ramos em Pilar (Alagoas)


Homenagem foi feita pela Casa da Cultura e Museu Prof. Arthur Ramos no dia 08 de julho.

O cordelista pilarense Jorge Calheiros foi uma das atrações da 9ª Semana Arthur Ramos, que aconteceu entre os dias 07 e 12 de julho de 2011. Ele foi homenageado e teve o seu trabalho exposto durante o evento. A homenagem a este grande cordelista alagoano ocorreu no dia 08 de julho, na Praça Floriano Peixoto, em Pilar (AL).



A homenagem foi uma iniciativa da Casa da Cultura e Museu Professor Arthur Ramos, gerida pelo atual Diretor de Cultura do município, Sérgio Moraes, que lançou, também durante o evento, o folheto “A história de Arthur Ramos em literatura de cordel”. Além da homenagem a Jorge Calheiros, a 9ª Semana Arthur Ramos contou com outras atividades.

JORGE CALHEIROS é um dos melhores cordelistas de Alagoas. Ele nasceu na cidade de Pilar, em Alagoas, no dia 08 de agosto de 1939. Com 74 anos de idade, ele faz cordéis desde os 36, dedicando a esta arte há cerca de 40 anos. Ele pertence à família pilarense de sobrenome Calheiros e é irmão do senhor Aloísio Calheiros, marido de Amália Maria Calheiros, conhecida como Dona Nininha.

O poeta pilarense já publicou 86 livrinhos de cordel. O primeiro deles foi “Meu querido São Francisco” e o último foi intitulado de “Gastei todo o meu dinheiro com cachaça e cabaré”. Mas os cordéis mais famosos e vendidos do autor, segundo o próprio cordelista, são o “Mulher Feia”, uma “homenagem super engraçada e carregada de ironias” que ele fez para a própria mulher; e o título “Conselhos de um velho pai”, considerado por muitos uma grande oração em forma de cordel.

CORDÉIS À VENDA


Os livros de cordel de Jorge Calheiros, que custam entre R$ 2 e R$ 5  reais, assim como o curta-metragem sobre o cordel “O MATUTO ZÉ CARÁ” são vendidos pelo próprio autor através do telefone (82) 8834-9562. Os cordéis são vendidos também em diversas bancas de revista do comércio de Maceió, no Museu Théo Brandão, na Biblioteca Publica Estadual, na Praça dos Martírios, no Pavilhão do Artesanato (Pajuçara), no Memorial da República e em outros locais.

Por MÁRIO MENDONÇA (jornalista)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Da luta à resistência


Sandra Sena*

Coletivamente
Sou raça negra
Sou da cor humana.
Juntos
Somos o som e a força dos Caetés
Misturando capoeira e toré
Temos a resistência
Desses tão humilhados
E tão esquecidos
Marcados pela força do sistema
Que alimenta a crueldade dos coronéis
À ponto de um ser humano ser um objeto.
Somos raça, coragem e resistência
A luta não pára aqui,
Eu vou correr
Vou salvar o irmão da senzala
Vou tirá-lo das mãos dos senhores de engenho
E acabar com esse mito
Que índio é preguiçoso
Que negro é ladrão
E juntos não são gente.
Com batuque e minha voz
Eu vou incomodar
Eles vão ter que me ouvir
Que aqui
Só tem um povo querendo ser feliz
Afro, Caeté, brancos e mestiços.
 
* Sandra é graduanda em Ciência Sociais e batuqueira do Coletivo AfroCaeté. Mais poesia de Sandra em segredosdaluz.blogspot.com
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