sexta-feira, 15 de julho de 2011

Cordelista é homenageado na 9ª Semana Arthur Ramos em Pilar (Alagoas)


Homenagem foi feita pela Casa da Cultura e Museu Prof. Arthur Ramos no dia 08 de julho.

O cordelista pilarense Jorge Calheiros foi uma das atrações da 9ª Semana Arthur Ramos, que aconteceu entre os dias 07 e 12 de julho de 2011. Ele foi homenageado e teve o seu trabalho exposto durante o evento. A homenagem a este grande cordelista alagoano ocorreu no dia 08 de julho, na Praça Floriano Peixoto, em Pilar (AL).



A homenagem foi uma iniciativa da Casa da Cultura e Museu Professor Arthur Ramos, gerida pelo atual Diretor de Cultura do município, Sérgio Moraes, que lançou, também durante o evento, o folheto “A história de Arthur Ramos em literatura de cordel”. Além da homenagem a Jorge Calheiros, a 9ª Semana Arthur Ramos contou com outras atividades.

JORGE CALHEIROS é um dos melhores cordelistas de Alagoas. Ele nasceu na cidade de Pilar, em Alagoas, no dia 08 de agosto de 1939. Com 74 anos de idade, ele faz cordéis desde os 36, dedicando a esta arte há cerca de 40 anos. Ele pertence à família pilarense de sobrenome Calheiros e é irmão do senhor Aloísio Calheiros, marido de Amália Maria Calheiros, conhecida como Dona Nininha.

O poeta pilarense já publicou 86 livrinhos de cordel. O primeiro deles foi “Meu querido São Francisco” e o último foi intitulado de “Gastei todo o meu dinheiro com cachaça e cabaré”. Mas os cordéis mais famosos e vendidos do autor, segundo o próprio cordelista, são o “Mulher Feia”, uma “homenagem super engraçada e carregada de ironias” que ele fez para a própria mulher; e o título “Conselhos de um velho pai”, considerado por muitos uma grande oração em forma de cordel.

CORDÉIS À VENDA


Os livros de cordel de Jorge Calheiros, que custam entre R$ 2 e R$ 5  reais, assim como o curta-metragem sobre o cordel “O MATUTO ZÉ CARÁ” são vendidos pelo próprio autor através do telefone (82) 8834-9562. Os cordéis são vendidos também em diversas bancas de revista do comércio de Maceió, no Museu Théo Brandão, na Biblioteca Publica Estadual, na Praça dos Martírios, no Pavilhão do Artesanato (Pajuçara), no Memorial da República e em outros locais.

Por MÁRIO MENDONÇA (jornalista)
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