sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Arena Instrumental 2010


A música pede passagem
A força e a energia percussiva latente em nossa raiz afro e indígena chega ao palco
da 3ª edição do projeto Instrumental no Arena

por Ábia Marpin 

O show Uma batida entre sopros e cordas é um momento novo para o Coletivo AfroCaeté, grupo percussivo formado há quase dois anos, habituado com apresentações em espaços abertos, com o peso de vários instrumentos e o reforço das loas e canções, embarca nessa aventura em busca de mais uma forma de experienciar a cultura popular.

Com um repertório baseado no experimento e no mergulho nos ritmos nordestinos, em especial os alagoanos, o baque pesado da alfaia, o repique da caixa, a cadência do agogô e o balanço das contas do xequerê recebem o reforço do violão, da rabeca e do pife e numa verdadeira festa que vai invadir o palco do Teatro de Arena Sérgio Cardoso.

O show que será realizado no dia 04 de novembro, a partir das 20 horas, está dividido em dois momentos. No primeiro, dentro do teatro, alguns percussionistas do grupo vão se revezar entre os instrumentos e passear por uma mistura de ritmos e timbres. Já no segundo momento, no pátio externo do teatro, o Coletivo AfroCaeté chega com sua formação completa, o peso de todos os seus tambores. O show é uma criação fruto de uma pesquisa coletiva e está sob a coordenação do Mestre Sandro Santana.

Participações mais que especiais
Chau do Pife, reconhecido instrumentista virtuoso do pife, generoso e parceiro do AfroCaeté em suas caravanas dentro e fora do estado, enriquece a noite. Aos que admiram o apuro técnico e a genialidade do músico que começa a tocar ainda na infância para espantar os passarinhos do milharal da família em Boca da Mata, no interior de Alagoas pode esperar ótimas surpresas deste encontro.

O Coletivo recebe ainda Luiz Martins, jovem maestro, regente do coral do Centro de Estudos Superiores de Maceió (CESMAC) e multi instrumentista, que traz a sua experiência com a música erudita para uma conversa franca e descontraída com a cultura popular.

O ideal coletivo
O Coletivo AfroCaeté, grupo percussivo, de difusão e articulação cultural, foi formado em fevereiro de 2009, em Maceió, por iniciativa de um grupo de amigos de diversas formações e idades. Apesar de sua curta trajetória, desde a sua formação, o grupo vem conquistando espaços e parcerias importantes junto a outros movimentos de cultura popular, universidades e comunidades da periferia de Maceió. O Coletivo AfroCaeté desenvolve estratégias de valorização e difusão da cultura popular, seja pela realização de seminários, organização de caravanas culturais para festas populares em Alagoas e outros estados, seja com oficinas de percussão e fabricação de instrumentos percussivos, mesas redondas em espaços acadêmicos, celebração de datas importantes para cultura alagoana e afro-descendente, e participação em manifestações populares.

O grupo defende uma “alagoanidade” perpassada pelas expressões da cultura popular – guardiã e hospedeira das tradições, e a partir da valorização e reprodução dos ritmos alagoanos, nosso patrimônio cultural, buscam a transformação social.

“Nossos marcos de origem sinalizam aquilo que somos. Nossa compreensão e nossos sentidos norteiam aquilo que queremos ser. Traduzimos em nosso batuque as reminiscências ancestrais...” (trecho do Manifesto AfroCaeté, parte da fundação do grupo em fevereiro de 2009).


Serviço:
Projeto Instrumental no Arena – Ano 3
Teatro de Arena Sérgio Cardoso (anexo ao Teatro Deodoro)

Show "Uma batida entre sopros e cordas"
Com o grupo percussivo Coletivo AfroCaeté
Participação de Chau do Pife e Luiz Martins

Dia 04 de novembro de 2010
Horário: 20h

Ingressos à venda na bilheteria do teatro e com os músicos: R$ 5,00 e R$ 10,00

Maiores informações: (82) 3315-5665 / 3315-5656
http://www.teatrodeodoro.al.gov.br / http://ascomteatro.blogspot.com


Realização: Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas (DITEAL)
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1 comentários:

Uilians Souza disse...

Olá pessoal! Muito bom saber que não estamos sozinhos nessa luta! Com certeza, fortaleceremos os laços e a Bahia estará mais perto de Alagoas. Estará mais perto da Serra da Barriga, de Palmares...
Saudações! Asé sempre!