Todo apoio as lutas populares.


Somos solidários a luta da organização da maior festa popular do nordeste, a Festa da Lavadeira, travada   contra os interesses econômicos que se arvoram na região da praia do paiva em Pernambuco. Disponibilizamos aqui a  lei municipal que tenta sufocar uma das mais belas afirmações identitárias da cultura nordestina. Para maiores informações acesse http://www.praiadopaiva.blogspot.com/




Coletivo AfroCaeté - Agbês


Coletivo AfroCaeté


O último trupé de Mestra Hilda - Keyler Simões



Coco alagoano perde uma de suas maiores representantes


A cultura popular de Alagoas sofreu mais um baque nesta manhã, com a morte de Hilda Maria da Silva, a Mestra Hilda, a dama do Coco de Alagoas, uma das mais carismáticas e queridas mestras populares e uma das últimas detentoras do saber do coco de Alagoas, também chamado de Pagode.

Fibra é a palavra que define os fortes. Perseverança, define os destemidos. Coragem, é a palavra que define os heróis. Dona Hilda é sinônimo de todas elas. Com 89 anos de idade, completados em 1º de julho último, Mestra Hilda era uma das maiores figuras do nosso folclore e nossa cultura em geral.

Faleceu na manhã desta terça, por ironia, ainda no mês do folclore... sua vida.

Nascida e criada em Rio Largo, bem próximo à Maceió, essa senhora trabalhou muito em diversas tecelagens de Maceió para sobreviver. Vinda de família muito humilde, recebeu dos pais a influência de dançar o Pagode. Sempre que havia uma reunião de amigos, lá estava Hilda dançando e cantando o nosso pagode, mais conhecido por Coco. O que começou como uma brincadeira de criança, transformou-se em uma das mais autênticas representações do povo alagoano.


Naquela época nem se falava em manter vivas as nossas tradições. Dançava-se por puro prazer. Como o prazer que Dona Hilda ainda tem ao subir num palco e apresentar-se para um público, como ela própria diz: “Gosto de me apresentar... de ver aquele povo todo me aplaudir... Eu fico, que é uma coisa.! Se eu tiver com alguma dor ruim... melhoro rapidinho. É como uma coisa que sai do coração, que me deixa tremendo toda de felicidade...”.
Hilda da Silva, completou neste ano 46 anos de cantoria à frente de grupos de pagode e de Baianas. “Fui criada assim. Sempre que tinha uma festa, eu ia com os meus pais ou com meus amigos”, lembra Dona Hilda. Foi assim, não ao acaso, que ela conheceu e se apaixonou pelo seu marido, aos 25 anos de idade. Foram mais de 50 anos de casamento, quando em 1999 ele faleceu. Tristeza só superada pela dedicação e o prazer com seus grupos.

Quando perguntada sobre o que gosta mais, entre o Pagode e as Baianas, Dona Hilda não demorava a responder: “Gosto mais do Pagode porque é mais quente, tem um fogo... que eu gosto muito, que faz um bem danado”. Seu grupo de Pagode é, sem dúvida, o mais conhecido e o que leva no nome a força dessa senhora: Pagode Comigo Ninguém Pode, a quem ela se dedicava de corpo e alma, pois a danada não só canta e compõe, como também compra e enfeita as roupas dos “dançadores”, são 13 pessoas no total e mais 3 para entrar. Ela dizia: “Eu compro as roupas dos homens e das mulheres, que elas mesmas é que costuram”. E não fica só por aí, não. Além disso, é ela quem lava as roupas, após cada apresentação, e guarda em casa. “Quando tem uma apresentação, o pessoal passa lá em casa pra pegar as roupas, e quando acaba tem que deixar lá. Eu lavo depois com muito cuidado pra não estragar, porque senão as roupas vão se acabando muito rápido e fica feio se apresentar tudo desbotado ou rasgado. Comigo não tem isso, não... tenho dois armários: um pro Pagode e outro pra Baianas”, explicou.



“Tem paciência morena, que eu mesmo serei teu bem....”



Esse cuidado não era à toa. Ela comprava as roupas dos grupos com o dinheiro que recebe da aposentadoria e da pensão deixada pelo marido. Além disso, fazia questão que todo mundo se apresentasse “cheirosinho” e bem arrumado, como ela própria faz questão de estar. Até meninas que viviam nas ruas Dona Hilda trouxe para dançar nos seus grupos e que se mantém lá. “Só não faço mais, porque parece que a nossa cultura tá se acabando, tá querendo cair, porque não dão valor. Tem muito ‘dançador’ que não quer mais se apresentar, porque o que pagam a gente, além de muito pouco, as pessoas demoram para pagar...”

Na época perguntamos à Mestra Hilda quem seriam seus aprendizes, e ela responde: “As minhas filhas, que dançam mais a Baiana, mas sabem tudo do Pagode, e a minha nora, Duarte, que canta comigo”.

Como todos os grandes mestres dos folguedos alagoanos, Dona Hilda conviveu muito com o falecido professor Pedro Teixeira (nosso homenageado), “Pedro Teixeira foi quem me apoiou e quem me dizia: ‘Dona Hilda a senhora é maravilhosa porque a senhora sabe o que está fazendo’. Pois o meu Pagode é autêntico, sem misturar com outras coisas. Ele me apresentava nos locais... Pedro Teixeira foi a maior pessoa que me considerou”

Dona Hilda era assim: simples, durona, exigente, responsável, e acima de tudo, uma figura simpática que representava uma grande parcela da nossa cultura... “Sei guerreiro... chegança... já dancei tudo isso., mas a memória não me ajuda mais”, e modesta, tanto é que quando perguntada sobre seu maior sonho ela respondeu: “Meu maior sonho é o meu Pagode. Essa é a minha ‘brincadeira’... é tudo para mim... é o que me deixa feliz”.


 
Dona Hilda Maria da Silva, tinha 89 anos de idade. Deixou 8 filhos (4 homens e 4 mulheres), mais de 30 netos, 16 bisnetos e 8 tataranetos. Seu filho mais velho é Natanael, de 72 anos. Da família, participavam do grupo Pagode Comigo Ninguém Pode: 03 filhas, 01 sobrinha e 05 netos. "Segundo Josefina Novaes, Presidente da Associação dos Folguedos Populares de Alagoas (ASFOPAL): "Dona Hilda era muito querida e é uma das maiores perdas da cultura popular de Alagoas, sem dúvida alguma".

Para Jurandir Bozo, músico, que hoje lidera o recém-fundado Clube do Coco, em Alagoas:"A energia que ela tinha era invejável... a cultura popular corria nas veias de Mestra Hilda... estamos tristes pois era uma grande referência".

O Coco está de luto, mas Alagoas deve muito a ela e só temos a agradecer por sua dedicação à cultura alagoana.



Coletivo AfroCaeté em MAR VERMELHO (AL)





27 e 28 de agosto de 2010
Mar vermelho – Alagoas
por Ábia Marpin


Com clima de festa no interior, com direito ao colorido dos folguedos da região agreste e a um rico intercâmbio cultural, recebendo artistas da capital e de outros cantos do nordeste, a 1ª Festa do Folclore tem tudo para ser um grande sucesso e um mergulho inesquecível nas riquezas da região agreste das Alagoas.

Serão dois dias de muita alegria e energia em homenagem e celebração ao dia do Folclore. Mar Vermelho receberá de braços abertos todos que queiram conhecer suas belezas naturais, o clima gostoso de eterno inverno. Pra completar a festança, se fará palco para grandes artistas apresentarem seus trabalhos e para que a platéia desfrute das raízes do Folclore Nordestino.

A festa
O projeto da prefeitura de Mar Vermelho, por meio de sua Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo, inclui shows com artistas de renome e com estilo regional, alternativo ou popular. O evento conta ainda com a chancela e o apoio da ASFOPAL (Associação dos folguedos populares de Alagoas) e da AMA (Associação dos municípios alagoanos).

A cidade
Mar Vermelho pretende explorar o turismo cultural e planeja se transformar em Pólo Cultural da Região do Agreste de Alagoas. Distante 107 Km da capital é o município de clima agradável e com a melhor água do Estado, cidade serrana, situada 636 metros acima do nível do mar, seu clima tem mínima de 13 e máxima de 26 graus.

PROGRAMAÇÃO

Dia 27 de agosto (sexta-feira)
20:00 horas – Banda de Pífano, Coco de Roda, Reisado e Pagode
21:00 horas – Banda Xote.com (AL)
23:00 horas – Eliezer Setton (AL)

Dia 28 de agosto (sábado)
20:00 horas – Bumba meu Boi, Guerreiro e Coco de Roda
21:00 horas – Coletivo AfroCaeté (AL)
22:00 horas – Khrystal e Banda (RN)

Mais Informações: (82) 9116-8732 - Roberta Aureliano (Secretaria de Cultura de Mar Vermelho)



Coletivo AfroCaeté e Khrystal (RN) em Mar Vermelho-AL


Com clima de festa no interior, com direito ao colorido dos folguedos da região agreste e a um rico intercâmbio cultural, será realizada, em Mar Vermelho, a 1ª Festa do Folclore. Serão dois dias de festança em celebração ao Dia do Folclore, incluindo na programação shows de artistas de renome de variados estilos – do regional e alternativo ao popular. O evento tem início a partir das 20h, quando subirão ao palco banda de pífano, coco de roda, reisado e pagode, seguidos da banda Xote.com e do forrozeiro Eliezer Setton. Já a noite do sábado será marcada por bumba meu boi, guerreiro e coco de roda, além dos shows do Coletivo AfroCaeté e de Khrystal e Banda, do Rio Grande do Norte. Mais Informações: (82) 9116-8732.

Coletivo AfroCaeté ☼ Quintal Cultural ☼ CEPA Quilombo ☼ Núcleo Cultural Zona Sul ☼ Palácio de Airá organizam um Agosto Popular


Seminário e Festival de Cultura Popular
Dia 25 de agosto - quarta-feira – 13h00

Local: Tenda Cultual da Universidade Federal de Alagoas - UFAL (Tabuleiro dos Martins. Ao lado da Biblioteca Central). Informação: 88014265/88781465
Abertura da Exposição Fotográfica Produção Cultural Popular em Maceió
Mesa: Políticas Públicas e Desenvolvimento Cultural: Socializando Experiências
Conferencistas: Clébio Araújo (Historiador/Uneal). Debatedores: Pai Célio Rodrigues (Casa de Iemanjá/Ponto de Cultura Quilombo Cultural dos Orixás); Denis Costa (CEPA Quilombo); Cadu Ávila e Bárbara (Coletivo AfroCaeté)
Atividade Cultural: Cine OLHO VIVO (Mestre Benom: O Treme Terra, de Celso Brandão e Nicolle Freire)
Dia 26 de agosto - quinta-feira – 14h00

Local: Palácio de Airá (Rua Olavo Bilac, Nº. 50 - Sítio São Jorge. Após o campo do Tejo, 2ª rua a esquerda, final da rua). Informação: 88459416/33759257
Mesa: Articulando os Mocambos: Tia Marcelina e os símbolos de Resistência Cultural Alagoana
Conferencista: Edson Bezerra (Sociólogo/Uneal) e Mãe Neide Oyá D`Oxum (Grupo União Espírita Santa Bárbara). Debatedores: Mãe Vera (Abassá de Angola de Oyá Igbalé); Christiano Barros (Coletivo AfroCaeté); Pai Elias (Palácio de Airá)
Atividade Cultural: Maracatu A Corte de Airá, Roda Aberta de Capoeira coordenada pelo grupo Axé Alagoas.


Dia 27 de agosto - sexta-feira - 14h00

Local: Sede do CEPA Quilombo (Rua Santa Luzia, nº 28, Jacintinho. Próx. a rádio 96 FM). Informação: 88586771/88273786
Mesa: Os impasses do carnaval popular
Conferencista: Bruno Cavalcante (Antropólogo/UFAL). Debatedores: Sávio de Almeida (Historiador/UFAL); Mãe Mirian (Ile Nifé Omí Omo Posu Beta); Zé do Boi (Liga dos Bois de Alagoas); Rogério Dias (Quintal Cultural); Sirlene Gomes (CEPA Quilombo)
Atividade Cultural: Mirante Cultural - Roda Aberta de capoeira coordenada pelo grupo Águia Negra, Amigos do Mar (Percussão/ Vila Emater), Coco de roda Xodó Nordestino (Sítio São Jorge)

Dia 28 de agosto – 14h

Local: Sede do Quintal (Rua Sol Nascente - Bom Parto (Próximo ao supermercado Unicompra). Informação: 88239713/881956
Mesa: Pensando uma gestão participativa: Novos Protagonistas no Cenário Cultural em Maceió
Conferencista: Waneska Pimental (Fundação Municipal de Ação Cultural). Debatedores: Paulo Poeta; Nonato Lopes (Núcleo Cultural/ Associação dos Folguedos Populares da Zona Sul); Viviane Rodrigues (CEPA Quilombo); Sandro Santana, Ernani Viana e Diogo Nego (Coletivo AfroCaeté); Andréia Carvalho e Fagner Dübrown (Quintal Cultural)
Atividade Cultural: Quintal Cultural - Coco de roda e Break com as crianças do Quintal,  Anônimos da Sociedade Underground (A.S.U) e Associação Alagoana de Hip Hop Guerreiros Quilombolas (Break / Graffiti / RAP)


Dia 29 de agosto - 15h

Local: Praça Santa Tereza (Vergel do Lago). Informação: 88218086
Encerramento das atividades – A produção Cultural Popular em Maceió
Homenagem a mestres e mestras alagoanos


Programação Artistico-Cultural (Praça Santa Tereza):
15h - Danças populares: Frevo, Break, Coco (Quintal Cultural)
15:30 - Maculêlê/ Roda de Capoeira (Grupos Legião e Federação Alagoana Abadá Capoeira)
16h - Toré de Índio (Axé Zumbi)
16:30 - Boi Excalibur (Quilombo Jacintinho)
17h - Rogério Dias, Fagner Dübrown e a Poesia Musicada no Pandeiro (Quintal Cultural)/ Demis Santana e a Arca da Cultura Popular/ Poesia de Cordel de Jorge Calheiros
17:30 - Guerreiro Vencedor Alagoano
18h - Amigos do Mar (Coco, Ciranda, Maracatu/ Vila Emater)
18:30 - Baianá Virgem dos Pobres
19h - Afoxé Odô Iyá (Casa de Iemanjá)
19:30h - Maracatu Abassá de Angola (Abassá de Angola de Oyá Igbalé)
20h - Afoxé Oju Omin Omorewá
21:30 - Coletivo AfroCaeté
21h - Maracatu A Corte de Airá (Palácio de Airá)
21:30 - Bois do Núcleo Folclórico Boi Alagoano
22h - Encerramento 


Homenageados:
Contra mestra do Baianá Flor de Liz
Dona Lurdes Lima (Núcleo Folclórico Boi Alagoano)
Dona Afra Soares e dona Maria José (Baianá Virgem dos Pobres)
Jorge Calheiros (Cordelista/ Clima Bom)
Mestre Zé Salu de Cajueiro (Coquista/embolador)
Mestre Juvenal Leonardo (Guerreiro Vencedor Alagoano/ Ponta Grossa)
Nonato Lopes (Articulador cultural/ Ponta Grossa)
Mestre Geraldo José (Axé Zumbi)
Achiles Escobar (Artesão)
Tororó do Rojão (Forrozeiro)
Chau do Pife (Músico)
Mestre Caveirinha (Capoeirista)
Maestro Genésio Leandro (Filarmônica São Pedro)

Organização:
Articulação pela Cultura Popular e Afro Alagoana
Quintal Cultural ☼ Coletivo AfroCaeté ☼ CEPA Quilombo
Núcleo Cultural da Zona Sul ☼ Palácio de Airá


Parceiros:
Associação dos Folguedos Populares da Zona Sul
Associação Alagoana de Hip Hop Guerreiros Quilombolas
Amigos do Mar (Vila Emater)
Afoxé Oju Omin Omorewá
Abassá de Angola de Oyá Igbalé
Arca da Cultura Popular
Ilê Axé de Oxum Pandá
Projeto Cine OLHO VIVO



Realização:
Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas – SECULT-AL
Fundação Nacional de Arte - FUNARTE



Apoio:
Fundação Municipal de Ação Cultural
Secretaria Municipal de Direitos Humanos, Segurança Comunitária e Cidadania
Engenharia Santa Bárbara
Unicompra
PROEST/UFAL


* Os conferencistas doaram seus cachês
para a organização do Festival de Cultura Popular

Informação e Inscrição:
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