Coletivo AfroCaeté e Khrystal (RN) em Mar Vermelho-AL


Com clima de festa no interior, com direito ao colorido dos folguedos da região agreste e a um rico intercâmbio cultural, será realizada, em Mar Vermelho, a 1ª Festa do Folclore. Serão dois dias de festança em celebração ao Dia do Folclore, incluindo na programação shows de artistas de renome de variados estilos – do regional e alternativo ao popular. O evento tem início a partir das 20h, quando subirão ao palco banda de pífano, coco de roda, reisado e pagode, seguidos da banda Xote.com e do forrozeiro Eliezer Setton. Já a noite do sábado será marcada por bumba meu boi, guerreiro e coco de roda, além dos shows do Coletivo AfroCaeté e de Khrystal e Banda, do Rio Grande do Norte. Mais Informações: (82) 9116-8732.

Coletivo AfroCaeté ☼ Quintal Cultural ☼ CEPA Quilombo ☼ Núcleo Cultural Zona Sul ☼ Palácio de Airá organizam um Agosto Popular


Seminário e Festival de Cultura Popular
Dia 25 de agosto - quarta-feira – 13h00

Local: Tenda Cultual da Universidade Federal de Alagoas - UFAL (Tabuleiro dos Martins. Ao lado da Biblioteca Central). Informação: 88014265/88781465
Abertura da Exposição Fotográfica Produção Cultural Popular em Maceió
Mesa: Políticas Públicas e Desenvolvimento Cultural: Socializando Experiências
Conferencistas: Clébio Araújo (Historiador/Uneal). Debatedores: Pai Célio Rodrigues (Casa de Iemanjá/Ponto de Cultura Quilombo Cultural dos Orixás); Denis Costa (CEPA Quilombo); Cadu Ávila e Bárbara (Coletivo AfroCaeté)
Atividade Cultural: Cine OLHO VIVO (Mestre Benom: O Treme Terra, de Celso Brandão e Nicolle Freire)
Dia 26 de agosto - quinta-feira – 14h00

Local: Palácio de Airá (Rua Olavo Bilac, Nº. 50 - Sítio São Jorge. Após o campo do Tejo, 2ª rua a esquerda, final da rua). Informação: 88459416/33759257
Mesa: Articulando os Mocambos: Tia Marcelina e os símbolos de Resistência Cultural Alagoana
Conferencista: Edson Bezerra (Sociólogo/Uneal) e Mãe Neide Oyá D`Oxum (Grupo União Espírita Santa Bárbara). Debatedores: Mãe Vera (Abassá de Angola de Oyá Igbalé); Christiano Barros (Coletivo AfroCaeté); Pai Elias (Palácio de Airá)
Atividade Cultural: Maracatu A Corte de Airá, Roda Aberta de Capoeira coordenada pelo grupo Axé Alagoas.


Dia 27 de agosto - sexta-feira - 14h00

Local: Sede do CEPA Quilombo (Rua Santa Luzia, nº 28, Jacintinho. Próx. a rádio 96 FM). Informação: 88586771/88273786
Mesa: Os impasses do carnaval popular
Conferencista: Bruno Cavalcante (Antropólogo/UFAL). Debatedores: Sávio de Almeida (Historiador/UFAL); Mãe Mirian (Ile Nifé Omí Omo Posu Beta); Zé do Boi (Liga dos Bois de Alagoas); Rogério Dias (Quintal Cultural); Sirlene Gomes (CEPA Quilombo)
Atividade Cultural: Mirante Cultural - Roda Aberta de capoeira coordenada pelo grupo Águia Negra, Amigos do Mar (Percussão/ Vila Emater), Coco de roda Xodó Nordestino (Sítio São Jorge)

Dia 28 de agosto – 14h

Local: Sede do Quintal (Rua Sol Nascente - Bom Parto (Próximo ao supermercado Unicompra). Informação: 88239713/881956
Mesa: Pensando uma gestão participativa: Novos Protagonistas no Cenário Cultural em Maceió
Conferencista: Waneska Pimental (Fundação Municipal de Ação Cultural). Debatedores: Paulo Poeta; Nonato Lopes (Núcleo Cultural/ Associação dos Folguedos Populares da Zona Sul); Viviane Rodrigues (CEPA Quilombo); Sandro Santana, Ernani Viana e Diogo Nego (Coletivo AfroCaeté); Andréia Carvalho e Fagner Dübrown (Quintal Cultural)
Atividade Cultural: Quintal Cultural - Coco de roda e Break com as crianças do Quintal,  Anônimos da Sociedade Underground (A.S.U) e Associação Alagoana de Hip Hop Guerreiros Quilombolas (Break / Graffiti / RAP)


Dia 29 de agosto - 15h

Local: Praça Santa Tereza (Vergel do Lago). Informação: 88218086
Encerramento das atividades – A produção Cultural Popular em Maceió
Homenagem a mestres e mestras alagoanos


Programação Artistico-Cultural (Praça Santa Tereza):
15h - Danças populares: Frevo, Break, Coco (Quintal Cultural)
15:30 - Maculêlê/ Roda de Capoeira (Grupos Legião e Federação Alagoana Abadá Capoeira)
16h - Toré de Índio (Axé Zumbi)
16:30 - Boi Excalibur (Quilombo Jacintinho)
17h - Rogério Dias, Fagner Dübrown e a Poesia Musicada no Pandeiro (Quintal Cultural)/ Demis Santana e a Arca da Cultura Popular/ Poesia de Cordel de Jorge Calheiros
17:30 - Guerreiro Vencedor Alagoano
18h - Amigos do Mar (Coco, Ciranda, Maracatu/ Vila Emater)
18:30 - Baianá Virgem dos Pobres
19h - Afoxé Odô Iyá (Casa de Iemanjá)
19:30h - Maracatu Abassá de Angola (Abassá de Angola de Oyá Igbalé)
20h - Afoxé Oju Omin Omorewá
21:30 - Coletivo AfroCaeté
21h - Maracatu A Corte de Airá (Palácio de Airá)
21:30 - Bois do Núcleo Folclórico Boi Alagoano
22h - Encerramento 


Homenageados:
Contra mestra do Baianá Flor de Liz
Dona Lurdes Lima (Núcleo Folclórico Boi Alagoano)
Dona Afra Soares e dona Maria José (Baianá Virgem dos Pobres)
Jorge Calheiros (Cordelista/ Clima Bom)
Mestre Zé Salu de Cajueiro (Coquista/embolador)
Mestre Juvenal Leonardo (Guerreiro Vencedor Alagoano/ Ponta Grossa)
Nonato Lopes (Articulador cultural/ Ponta Grossa)
Mestre Geraldo José (Axé Zumbi)
Achiles Escobar (Artesão)
Tororó do Rojão (Forrozeiro)
Chau do Pife (Músico)
Mestre Caveirinha (Capoeirista)
Maestro Genésio Leandro (Filarmônica São Pedro)

Organização:
Articulação pela Cultura Popular e Afro Alagoana
Quintal Cultural ☼ Coletivo AfroCaeté ☼ CEPA Quilombo
Núcleo Cultural da Zona Sul ☼ Palácio de Airá


Parceiros:
Associação dos Folguedos Populares da Zona Sul
Associação Alagoana de Hip Hop Guerreiros Quilombolas
Amigos do Mar (Vila Emater)
Afoxé Oju Omin Omorewá
Abassá de Angola de Oyá Igbalé
Arca da Cultura Popular
Ilê Axé de Oxum Pandá
Projeto Cine OLHO VIVO



Realização:
Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas – SECULT-AL
Fundação Nacional de Arte - FUNARTE



Apoio:
Fundação Municipal de Ação Cultural
Secretaria Municipal de Direitos Humanos, Segurança Comunitária e Cidadania
Engenharia Santa Bárbara
Unicompra
PROEST/UFAL


* Os conferencistas doaram seus cachês
para a organização do Festival de Cultura Popular

Informação e Inscrição:

Música de Qualidade!




Histórias não contadas - Tia Marcelina


Tambores de Alagoas

Edson Moreira
Griot – Um contador de histórias



Nos primeiros quinze anos do século passado, principalmente no ano de 1912, houve uma perseguição em massa as religiões de matriz africana. Estas passavam por uma prova de fogo para verificar se realmente havia incorporações de entidades nos Pais de Santos, Mães de Santos e Filhos de santos, nos Babalorixás em geral.

A prova constava, algumas vezes, em queimar o Babalorixá com um charuto aceso, se ele estivesse incorporado não sentiria dor e seria liberado, caso contrário seria preso em uma cela especial que possuía seu teto revestido com placas de gelo chamada de “geladeira” (localizada na Praça das Graças, ao lado da Igreja Nossa Senhora das Graças – no Bairro da Levada), cujo, Delegado titular era o Sr. Juca Mendes que morava ao lado da família do Dr. Artur Dorvillé, vizinho ao 1° Centro de Saúde Pública, que na maioria das vezes levava a morte os Babalorixás. Porém, antes de serem presos, a polícia colocava os objetos sagrados do Peji na cabeça dos Babalorixás, obrigando-os a andar pelo centro da cidade afirmando sua condição de macumbeiro.

A perseguição e a discriminação aos negros em Alagoas existiram desde a época do Quilombo dos Palmares, pois a ordem era exterminar, eliminar, massacrar todos os Quilombolas. Muitos babalorixás fugiram para Pernambuco e Salvador onde havia grande aglomeração de negros.

Em Alagoas, uma das vítimas desta perseguição foi Tia Marcelina uma figura semelhante a Mãe Menininha do Gantois. Tia Marcelina era uma ex-escrava africana de Janga, Angola, era uma descendente do Quilombo dos Palmares e de família real africana e juntante com Manoel Gelejú, Mestre Roque, Mestre Aurélio e outros fundaram os primeiros Xangôs do Brasil, no bairro de Bebedouro – Maceió – Alagoas. Ela tinha o saber, o carisma e a voz viva dos Orixás, sendo contemplada com a coroa de Dadá, homenagem outorgada pelos oráculos do continente africano, era o posto mais alto da hierarquia religiosa africana no Brasil e que significava na liturgia africana “irmão mais novo de Xangô”. O seu terreiro (casa de toque) estava situado num pequeno sítio atrás do Espaço Cultural da UFAL, hoje denominada Rua Sete de Setembro, lado direito do Riacho Salgadinho nas proximidades da Rua Aroeira onde já funcionou o Cartório da 13ª Vara Criminal de Maceió.

Informações colhidas do Mestre Zumba, filho de Dona Hortência, Filha de Santo de Tia Marcelina, que ouvia muitas histórias dos antigos Babalorixás e da escravidão. Uma delas era a respeito da morte de Tia Marcelina, para a qual existem duas versões.

A primeira versão foi ao saber que ia ser visitada pela Liga dos Republicanos Combatentes (organização que perseguia os Xangôs em Alagoas e seus seguidores) com sede em Alagoas, chefiada pelo sargento que não tinha uma das pernas e ex-combatente da Guerra dos Canudos, Manoel Luiz da Paz, ela preferiu atirar-se na cacimba existente no quintal de seu terreiro. A Segunda Versão, contada por sua Filha de Santo Hortência, foi que por não aceitar submeter-se a aquelas humilhações, teria sido espancada e morta com ferimentos de sabre na cabeça. Mas antes de morrer teria amaldiçoado a cidade dizendo: “Maceió é um dia só”, profetizando que, Maceió não teria futuro, que todas as ações feitas pelos poderes, na cidade, não dariam certo. É bom salientar que o guarda civil que espancou Tia Marcelina morreu com o lado do corpo completamente seco coincidentemente o braço e a perna que atingiram e espancaram Tia Marcelina.

Uma das causas da perseguição religiosa das matrizes africanas em Maceió em 1912, foi a divergência de duas facções políticas. Uma que freqüentava e era adepta dos terreiros e a outra não simpatizante. Esta última para atingir seus opositores realizou o “Quebra”, como ficou conhecido esta violência religiosa.

O Quebra era a destruição dos terreiros de Alagoas. Os objetos sagrados dos Pejis que restaram após o Quebra, hoje se encontram no Museu Histórico de Alagoas.

Isto aconteceu nos anos idos de 1912, os brancos dominantes da época, não registraram esta história. Mas hoje, eu negro, Edson Moreira, conto para vocês.

Esta história é verdadeira e foi contada oralmente pelos mais antigos de minha geração: de Pais de Santos para Filhos e de irmão para irmão e de avô para netos e bisnetos e hoje chega aos seus ouvidos.

Cultura Popular Alagoana no Jaraguá


Adquira seu Xequerê (Agbê)


O  Xequerê,  ou  Agbê,  é  um  instrumento  de  origem  Africana (gêge-nagô) indispensável nas festas dos terreiros de umbanda e candomblé, muito utilizado por afoxés e maracatus e outras manifestações. Feito de uma cabaça cortada em uma das extremidades e envolta por uma rede de contas, possui um som bastante particular. Além de possuir incrível beleza estética, suas contas formam lindos desenhos.

Adquira o seu, ligue:

(82) 8898-0760 / 9934-1918
(Almir/AfroCaeté)

AfroCaeté é selecionado para o fazer apresentação no Teatro de Arena



DITEAL anuncia selecionados para temporada 2010 do Instrumental no Arena


A Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas (DITEAL) que administra os Teatros Deodoro e de Arena Sérgio Cardoso divulgou nesta segunda (31) o resultado dos selecionados para o projeto Instrumental no Arena. “Conseguimos diversificar bastante a grade de espetáculos desta edição... a seleção foi muito difícil por causa da alta qualidade dos propejos inscritos, mas temos a certeza que daremos continuidade, em seu terceiro ano, ao ‘Instrumental’ trazendo ao público uma grande mostra da atual produção de música instrumental de Alagoas”, explicou Alexandre Holanda, Diretor Artístico-Cultural da DITEAL.

Em sua terceira edição o projeto que estimula a produção da música instrumental em Alagoas selecionou seis propostas de shows, sendo que a abertura será com um show em homenagem ao grande baterista alagoano Beto Batera (numa iniciativa da própria DITEAL) que faleceu recentemente que tanto influenciou várias gerações de músicos de Alagoas. O Instrumental no Arena acontecerá sempre na primeira quinta-feira de cada mês, com exceção do show de abertura, com ingressos a R$ 5,00 e R$ 10,00 e a bilheteria é revertida totalmente para o grupo ou artista.

A programação é:
15/07 – Abertura com show “Bate Batera” em homenagem a Beto Batera
05/08 – Violão em Chamas - com Nicolas Silva
02/09 – Dueto de Mestres – com Zé Barros e Toni Augusto
07/10 – Chorar Simplesmente – com Robson Amorim
04/11 – AfroCaeté Instrumental: uma batida entre sopros e cordas – com Coletivo AfroCaeté
02/12 – Bem vindo a sua imaginação – com a banda Projeto Sonho

Até o fim desta semana serão divulgados os selecionados do projeto Quarta no Arena, dedicado à produção teatral de Alagoas.

Maiores informações:
(82) 3315-5665
www.teatrodeodoro.al.gov.br
http://ascomteatro.blogspot.com
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