sábado, 18 de fevereiro de 2017

Cortejo Tia Marcelina 2017




Recuperados da noite linda de ontem? Sem dúvida um dos blocos mais lindos da noite. Não pelos figurinos e sorrisos estampados nos rostos dos batuqueiros. Mas por toda a parceria envolvida pra colocar o Cortejo Tia Marcelina na rua.

O dito de que não fazemos nada sozinhos é o clichê mais realista que se pode existir. Primeiro todos os pedidos da ancestralidade que nos move para que colocássemos nossas origens e nosso batuque na avenida. Não é só um desfile, é resistência. 

Resistência por nossos ancestrais negros e Caetés perseguidos, dizimados e com uma história tão pouco reconhecida. É pelos que ainda virão e saberão que na terra das lagoas existe cultura negra e indígena que resiste durante séculos aos chutes dados em Tia Marcelina, ao preconceito com as religiões de matriz africana, aos cabelos crespos, à pele vermelha de nossos índios e a todo e qualquer tipo de discriminação por assumirmos nossas raízes.

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