quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Dirceu Lindoso é um dos homenageados no Agosto Popular, 2013




Um dos homenageados do Agosto Popular de 2013, Dirceu Lindoso é responsável por (re)colocar na historiografia oficial o negro e o índio sem as amarras que a visão colonial. Dirceu Lindoso, nossa estrela maior da etno-história alagoana, foi quem destacou aos estudiosos das ciências sociais do Brasil um movimento de memória e luta a partir dos "vencidos", ou Papa-méis, foi como o autor levantou a categoria ao longo de sua obra (coisa apenas pincelada pelos grandes cientistas sociais Manuel Diégues Jr e Gilberto Freyre, por exemplo); exemplo desse destaque é quando assim o fez ao reelaborar a Guerra dos Cabanos nas matas do Tombo Real entre Alagoas e Pernambuco no seu livro a Utopia Armada. 

Dirceu Lindoso que tantas vezes nos brindou com suas categorias destacadas do campo nativo, como a reconhecida e a representativa imagem dos Papa-méis “alabucanos”, figuras tão próprias da mistura bizarra que o nosso cotidiano de pobreza e riqueza concebe e se encarrega de produzir em nossas cidades, mais uma vez através do autor ganha destaque e notoriedade analítica; Dirceu Lindoso merece mais do que nunca esse reconhecimento tardio do Agosto Popular. Foi ele quem reposicionou o negro brasileiro ao seu lugar de destaque na historiografia oficial a partir de Alagoas. 

Entre suas obras: Póvoa-Mundo (etno-romance), A Utopia Armada (etno-historiografia), A Diferença Selvagem (antropologia, história e literatura poética), Liberdade e Socialismo, A book of days for the Brazilian literary year (Literatura), além de outras importantes publicações como Mar das Lajes, Interpretação da Província, As Invenções da Escrita, e entre tantas outras.

Ao Dirceu Lindoso nós agradecemos imensamente pela sua contribuição antropológica e historiográfica a partir do olhar dos "vencidos".

A homenagem de mais um grupo de Papa-méis inteiramente fascinado e emocionado pela sua obra!
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