domingo, 6 de março de 2011

Frevo, maracatu e batucada na abertura do carnaval de Penedo*



Orquestras de frevo locais, dois grupos de maracatu de Maceió e a Batucada Unidos do Bairro fizeram a festa do folião em Penedo durante a abertura do carnaval. A mistura ritmos no ‘corredor da folia’ marcou da Lavagem do Beco e das escadarias da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, apresentações que inauguram oficialmente o ‘Reinado de Momo’ na cidade histórica.
Nem mesmo o registro de um homicídio no local da festa (confira notícia sobre o caso), o trânsito de veículos ao lado da Praça Jácome Calheiros (um dos focos da folia) e a falta de policiamento conseguiram estragar a melhor data do carnaval em Penedo. Da concentração na Praça Clementino do Monte (onde está situada a Igreja do Senhor dos Pobres) à orla ribeirinha, local de dispersão dos blocos alternativos, a animação foi garantida.
Estoque ampliado para o carnaval
Até o atraso para o começo do desfile trouxe alegria, pelo menos para Dalmo Alencar, dono da barraca Big Lanches. O ponto de alimentação abasteceu quem se encontrava na praça e seu entorno com tira-gosto e bebida, estoque ampliado por conta do carnaval. Passava das 20h30 quando o Coletivo Afrocaeté partiu em direção ao Rosário Estreito com cerca de 30 integrantes, entre eles um penedense, Gil Silva, 19 anos.
Capoeirista e percussionista, o estudante do 1º ano do Ensino Médio deixou a casa onde morava com os pais no Campo Redondo. “Eu fui daqui até Maceió chorando”, relembrou com risos sobre o episódio ocorrido há 12 anos. Feliz com a volta, ele e o grupo também se apresentaram na edição deste ano da festa de Bom Jesus dos Navegantes, quando a Secretaria Municipal de Cultura articulou o retorno do Coletivo para Penedo.

Batucada Unidos do Bairro
O desfile oficial foi concluído com a bateria da Unidos do Bairro e seus passistas. A agremiação carnavalesca formada por moradores do bairro Santa Luzia, popular Barro Duro, trouxe o samba para o Rosário Estreito, apesar da interferência de donos de carro de som que insistem em obrigar os outros a ouvir músicas que botam para tocar em altos decibéis.
A repetição desse tipo de comportamento que desrespeita os músicos que estão se apresentando também é motivo de queixa, da organização e dos foliões. Apesar disso, a brincadeira seguiu até de madrugada, com as orquestras de frevo percorrendo o ‘corredor da folia’ para alegria de passistas e ambulantes.

A venda de produtos como porta-latas e spray de espuma, além de comida e bebida, rendeu um bom complemento de renda aos pequenos comerciantes e também para os donos de bares situados nas imediações da festa que prossegue até a próxima terça-feira, sem programação oficial na segunda, no mesmo local da abertura dos festejos.

 
por Fernando Vinícius




















*fonte: Aqui Acontece
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