domingo, 28 de fevereiro de 2010

Coletivo AfroCaeté se apresentou na Vila de Pescadores do Jaraguá




















1ª Apresentação Pública do Ponto de Cultura Enseada das Canoas Yar-Á-Guá Cultural*Kleverton Almirante

Na tarde deste sábado (27) foi feita a 1ª Apresentação Pública realizada pelo Ponto de Cultura Enseada das Canoas Yar-Á-Guá Cultural. O Centro, que desenvolve atividades desde novembro de 2009, agrupa quarenta crianças que estão em estado de maior vulnerabilidade social, e as divide em duas turmas de 20 nos turnos manhã e tarde para ministrar as aulas.

No ponto de cultura são ministradas aulas de quatro oficinas para as crianças: Fotografia e Multimeios, pelo antropólogo Christiano Barros; Artes Plásticas, pelo professor Dias Júnior; Confecção e toque de instrumentos de percussão afro, pelo Ogan Dalmo dos Santos; e Informações Turísticas, pelo instrutor e guia turístico, Dilney Silva.

Os moradores da favela do Jaraguá se inscreveram nesse edital, e foram contemplados. O projeto recebe anualmente cerca de R$ 60 mil, do governo federal, através da Secretaria de Cultura do Estado (Secult), para desenvolver as atividades contidas no projeto apresentado. A duração é de três anos, contando a partir do momento em que houve a liberação do recurso, em novembro de 2009.

Desde então, o governo federal fez o repasse de R$ 40 mil, para ser utilizado na aquisição dos equipamentos de multimídia em software. O projeto foi pensado e trabalhado em cima da realidade da comunidade, e desenvolvido para atender a 18 famílias. A orientadora pedagógica do projeto, professora Marluce Cavalcante, esclarece que “a ação faz parte do Projeto Pontos de Cultura (do Ministério da Cultura), por meio de seleção de editais públicos, os quais ficam responsáveis por articular e impulsionar as ações que já existem nas comunidades". "Até as mães poderão participar das oficinas, e essa interação é muito importante”, enfatiza.

O Espaço Cultural, que é vistoriado pela AMAJAR (Associação dos Moradores de Jaraguá), funciona na casa religiosa de matriz africana "Abassá Ayrá Oba", terreiro de nação Nagô cedido pela sua zeladora, Mãe Vitória de Xangô. O ponto fica localizado na Travessa Ind. Cícero Toledo, na Vila dos Pescadores de Jaraguá.

Para a divulgação do evento, Ricardo de Oliveira Bertoni, membro da Associação da Comunidade do Graciliano Ramos, disponibilizou seu carro de som. “As atividades feitas aqui têm que se fortalecer”, relatou.

Na programação, houve exposições de fotografias, instrumentos musicais e pinturas, (tudo confeccionado pelas crianças da vila), além de apresentações culturais com o Afoxé Dandalunda e Toque para Yemanjá no terreiro com oferendas no mar. No anoitecer, o Coletivo AfroCaeté animou os visitantes, teve roda de capoeira, coco de roda, e roda aberta de instrumentos de percussão.
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